// Postado Por: Alysson Borges //: terça-feira, 30 de junho de 2015

Os jogos de antes não eram melhores, mas às vezes bate aquele vazio da falta de um estilo particular...

 


Hoje em dia é muito difícil encontrar revistas de videogame que me interessem. As notícias normalmente chegam atrasadas devido a periodicidade da mesma (não dá para disputar com a internet) e detonados são para os fracos (Ooohhhh!). No entanto, as matérias especiais são sempre um agrado, pois textos demasiadamente longos na tela de um computador nem sempre atraem os leitores.

E não há nada como ler uma matéria interessante dentro de uma boa revista.

Nessas andanças minhas, cruzei com uma das últimas edições da (sempre excelente) OLD!Gamer. Para quem não sabe, o título da Editora Europa trata exclusivamente de jogos antigos, sprites feitos à mão e a clássica guerra entre consoles - não, nada de Sony x Microsoft. Sempre um ou dois passos à frente dos infinitos textos encontrados na Wikipédia do seu jogo antigo favorito, com matérias bastante completas e cheias de curiosidades (sem jabá aqui, juro).



E essa edição da OLD!Gamer trazia um especial de jogos de pancadaria (OLD!Gamer #25 - Jogos de Pancadaria - R$12,50). Os famosos beat'em up, ou "tipo Final Fight" como são comumente lembrados aqui no Brasil. No geral dois botões, multiplayer até seis jogadores (em casos extremos), cenários com ação lateral e aquela profundidade 2D de "escalar a tela", bastante comuns na época.

E quem nunca esperou o pai no fliperama do shopping center jogando essas maravilhas? Ok, dos que leem este texto, talvez quase ninguém tenha experimentado aquela sensação maravilhosa do "Vou fazer essa minha única ficha render mais de uma hora hoje", dando passos milimétricos no cenário, enfrentando apenas um inimigo por vez. Nossa própria ganância era o maior inimigo: "Só mais um golpe sem recuar, eu sei que dá". Não dava.

Nunca dava.

(Hoje a molecada pensa de forma parecida em jogos da série Souls ou Bloodborne)



E eram tantos os jogos do gênero nos fliperamas. O clássico Double Dragon, um dos pioneiros no ocidente, Final Fight, Vendetta, Cadillac & Dinossaurs, Alien vs Predator, Teenage Mutant Ninja Turtles, Avengers, Spider-Man The Videogame, X-Men, Knights of The Round, The Punisher e mais todos esses que você lembrou e eu tenho certeza de que vai escrever nos comentários.

Cada um deles único à sua maneira. Ficar esperto para não ser encoxado na segunda fase de Vendetta era um desafio. Dividir a salada com seus companheiros em Knights of the Round favorecia o trabalho em equipe e evitava brigas. Sair da linha de fogo do companheiro em The Punisher era essencial. Não acordar o dinossauro em Cadillac & Dinossaurs era a melhor estratégia. E aprender a sequência exata para os combos infinitos de Final Fight era obrigatório.



E, obviamente, esse gênero foi um sucesso nos videogames também. Lembro que não conseguia ficar longe de um game de SNES, Undercover Cops, um desses genéricos lançados no console que conseguiam agregar novas ferramentas ao gênero - aqui, o lance de comer aquele lanchinho esperto retirado do latão de lixo, só que vivo. Galinhas, ratos, caramujos, era preciso caçar o próprio sustento, da mesma forma que na vida real. #thuglife

Os gráficos eram maneiros e os personagens tinham comandos tipo Street Fighter para a execução das magias. A coisa era fina, mas não me lembro se existiu uma cópia em inglês do game (a versão que eu joguei tudo estava em japonês). Outros que chamaram muito a minha atenção no saudoso SNES eram Final Fight 2 e 3, Ninja Warriors e Spider-Man Maximum Carnage. Incríveis.


No Mega Drive toda essa vida de beat'em ups tinha um representante forte: Streets of Rage (achou que fosse o da Sailor Moon, né? Muito bom, aliás. Mas não). O que era mais um clone de Final Fight/Double Dragon acabou ganhando personalidade própria e acumulando uma legião de fãs dentro do console. Um exclusivo do console da Sega que fazia o coração do mais puro nintendista fraquejar.

Os três jogos da franquia são lembrados até os dias de hoje com muito carinho. Um carinho extra, aliás, para sua trilha sonora, autoria do mestre Yuzo Koshiro, que também trabalhou em clássicos como The Revenge of Shinobi, ActRiser, Sonic, Shenmue e muitos outros. Até hoje as músicas de Streets of Rage ganham remakes nas mãos dos mestres do chiptune, como é o caso do brasileiro Thiago Adamo, por exemplo.


O beat'em up como conhecíamos está praticamente extinto. O formato atual mudou um pouco, desagradou alguns mais puristas, mas foi necessário. Os novos jogadores poderiam achar o gênero meio vazio e repetitivo, então novos recursos foram adicionados, sem abandonar a fórmula principal. Felizmente, é possível reviver essas aventuras clássicas com a ajuda dos emuladores e das lojas de usados. E mais, no caso de Streets of Rage, é possível encontrá-lo na lista dos clássicos da Sega relançados para o Xbox 360, PS3 e Steam.

Nunca jogou nenhum dos clássicos? Então está mais do que na hora de preencher essa lacuna no seu currículo de jogador de videogames.

(não comentei sobre os jogos de Neo-Geo porque eles terão seu espaço na coluna logo menos)










E você, tem muitas saudades desses jogos antigos? Gostaria de ver algum em especial voltar em grande estilo como o Street Fighter V? A discussão sobre games no nosso fórum rola desde 2012, participe! E fique ligado nas próximas fases do Vamos Jogar!











Fonte: Crunchyroll

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