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// Posted by :Alysson Borges

Hyperdimension Neptunia Re;Birth 3: V Generation é o remake é de Hyperdimension Neptunia Victory. O terceiro episódio da franquia de RPGs apresenta, pela primeira vez na saga, um nível de dificuldade ajustado de forma adequada. Além disso, todos os títulos da franquia foram convertidos para o PS Vita. Confira agora a análise completa do melhor capítulo da série Neptunia.



Hyperdimension Neptunia Re;Birth 3 leva jogadores de volta à guerra dos 16 Bits (Foto: Divulgação)Hyperdimension Neptunia Re;Birth 3 leva os jogadores de volta a guerra dos 16 Bits (Foto: Divulgação)

De volta a guerra dos 16 Bits

O terceiro capítulo decide mudar um pouco os ares da história ao enviar a protagonista para uma “dimensão paralela”. Você verá os mesmos personagens da trama, porém, eles não se lembrarão de Neptune. Então, será como reconstruir todos os laços.
O destaque da série sempre foi a representação da guerra dos consoles a partir das personagens: as CPUs. Neptune seria um suposto console da Sega de última geração (Sega Netuno), enquanto Noire de Lastation representaria o PlayStation 3. Já Vert de Leanbox seria o Xbox 360, e Blanc de Lowee, o Nintendo Wii.
Porém, o V Generation refere-se a quinta geração (se contarmos a partir do Magnavox Odyssey), levando Neptune para o fim da guerra dos 16 Bits. Nessa dimensão, há Plutia, uma CPU com um lado sádico que representa o Mega Drive e seu marketing agressivo, e também uma arrogante Blanc, no papel de uma Nintendo que não aceitava perder território na época.
Durante a aventura, os jogadores vão ver Noire e Vert criar suas nações, simbolizando a entrada do PlayStation e do Xbox no mercado. Apesar de muitas farpas trocadas - especialmente entre Noire e Blanc -, as CPUs acabam se unindo contra um misterioso inimigo que ameaça ambas as dimensões: os Seven Sages.

Uma aventura cativante

Assim como nos outros jogos da saga, você acompanha a história no padrão Visual Novel japonês. Depois, explora dungeons e enfrenta monstros para dar prosseguimento à história. A diferença é que os outros games tinham fortes barreiras artificiais que constantemente impediam seu progresso sem qualquer motivo.
Nos dois Hyperdimension Neptunia anteriores, era comum precisar encarar algum monstro ou chefe extremamente poderoso que acabava com sua equipe. Com isso, você era obrigado a passar horas enfrentando criaturas fracas para subir de nível. Esse fenômeno, conhecido como grind, tornava os títulos repetitivos e cansativos.

Após 3 jogos finalmente o nível de dificuldade da série Hyperdimension Neptunia foi acertado (Foto: Divulgação)Após 3 jogos, o nível de dificuldade da série foi acertado (Foto: Divulgação)
 
V Generation foi o primeiro da série em que nenhuma criatura absurda tentou eliminar o time nas horas iniciais da aventura. Em alguns momentos, mesmo relaxando um pouco no treinamento, ainda era possível vencer os chefes com um pouco mais de dedicação e itens, algo que seria impensável para Re;Birth 1 ou 2.

Sem todos esses problemas, Re;Birth 3 faz sucesso com uma história levemente intrigante, vilões misteriosos e diálogos divertidos. O enredo baseado em uma geração mais antiga garante altos e baixos. Por um lado, é bom ver algo mais distante do que Xbox 360, PlayStation 3 e Nintendo Wii, já que, por ser uma geração recente, ainda há muita emoção envolvida, enquanto eventos da época do Super Nintendo e Mega Drive, hoje em dia, são mais nostálgicos.

Plutia representando o Mega Drive parece inofensiva mas se torna uma CPU sádica quando quer (Foto: Divulgação)Plutia representando o Mega Drive parece inofensiva, mas se torna uma CPU sádica quando quer (Foto: Divulgação)

Porém, não é possível entender toda a trama - principalmente a metalinguagem e alfinetadas das personagens - se você não conhecer a quinta e a sexta geração. Noire e Blanc vivem brigando, o que simboliza os desentendimentos entre Nintendo e Sony. Em certo momento, Noire diz que Blanc é antiquada por ainda usar cartuchos, referindo-se à perda de mercado do Nintendo 64 por não usar mídia ótica como o PSOne.

Mais bonito e mais pesado

Os gráficos dão mais um passo adiante, com cenários mais bonitos e detalhados que os dos capítulos anteriores. Apesar disso, essas melhorias não vêm sem custo, pois a taxa de quadros cai com uma frequência muito maior. Mesmo muitos dos lugares já terem aparecido em games anteriores, eles estão mais vivos e agradáveis de explorar.
A interface também recebeu grandes mudanças, com novos sistemas de menus e ícones. Infelizmente, não foi aproveitada a chance de simplificar a navegação. Por conta disso, ele ainda é um pouco complicado de usar e muito específico até para as funções mais simples.

Jogabilidade e menus de Hyperdimension Neptunia Re;Birth 3 continuam mais complicados do que o necessário (Foto: Divulgação)Jogabilidade e menus de Hyperdimension Neptunia Re;Birth 3 continuam mais complicados do que o necessário (Foto: Divulgação)
 
No quesito dublagem, a série continua incrível, trazendo ótimas vozes em inglês para as personagens. Você ainda pode baixar as vozes originais em japonês como um DLC gratuito. As músicas e os efeitos sonoros são geniais. Eles criam uma fina sintonia entre clássico e original.

Conclusão

Hyperdimension Neptunia Re;Birth 3: V Generation finalmente acerta o equilíbrio que a franquia precisava entre repetição e dificuldade. Demorou três capítulos, mas a saga superou os principais problemas. E o resultado é um agradável e divertido RPG.











Fonte: Techtudo

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